ORQUÍDEAS

As orquídeas são as queridinhas dos apaixonados por plantas! Dignas de colecionadores tem seus cuidados cada vez mais desmitificados e divulgados como incentivo para aqueles que apreciam suas florações surpreendes e variadas. 


Há alguns anos as orquídeas eram vistas como plantas quase impossíveis de serem cultivadas por pessoas com pouco tempo disponível, porém com todos os produtos disponíveis no mercado atual chegamos a um ponto de facilidade onde é necessário apenas saber o que fazer, sem demandar muito tempo para tais procedimentos. 


Com uma infinidade de tipos cada grupo tem preferências específicas de cultivo, porém há algumas regras básicas que atendem quase todas as exigências, proporcionando sucesso aos interessados. 

  • COMO PLANTAR

Utilizando substrato específico para esse cultivo, as orquídeas devem ser plantadas em vasos com drenagem excelente. A maior parte das linhas de vasos disponíveis para esse tipo de plantio possuem furos extras em suas laterais, não se limitando apenas aos furos no fundo dos vasos.


Nosso conselho é que as orquídeas sejam plantadas em vasos de plástico com furos adequados, ou vasos de barro natural (cerâmica sem pintura). Os vasos de barro natural têm uma vantagem: sugam a umidade do solo o que impede que haja encharcamento nas raízes. 

  • SOLO (SUBSTRATO)

As orquídeas exigem substratos específicos, não podendo ser usadas terras vegetais comuns. Estes substratos devem conter os três itens fundamentais para o seu desenvolvimento: cascas de pinus (devidamente selecionadas e sem tratamento, diferente das utilizadas para acabamento de jardins e vasos), chips de coco e carvão mineral. 


Normalmente esses substratos vêm prontos para o uso, sem a necessidade de se procurar pelos itens separadamente. 


A troca do substrato pode ser variável. Cada fabricante aconselha um prazo diferente, porém a média é que se troque em um período máximo de 2 anos


Além do substrato utiliza-se também pedras no fundo dos vasos. Além de auxiliar na drenagem as pedras fazem com que o vaso fique mais pesado dando mais sustentação para as mudas cultivadas (o substrato específico, justamente pela sua composição, é bastante leve). 


Observação: as orquídeas são extremamente variadas havendo até mesmo espécies de chão (plantadas na terra). Aqui optamos por dar conselhos referentes as espécies mais comuns encontradas no mercado de flores, uma vez que a variação é quase infinita (sempre há criações de espécies novas por parte dos orquidófilos). 

  • REGAS

As orquídeas, em sua maioria, pedem regas semanais. Aí está uma das grandes facilidades neste cultivo, não necessitando de cuidados diários para ter sucesso nos plantios. O conselho básico é que sempre se aguarde o substrato secar para receber a próxima rega, evitando o excesso de umidade nas raízes. 


Quando há excesso de água as folhas costumam ficar amareladas (não marrons, mas em tons de amarelo). Quando há falta de água as folhas ficam murchas e enrugadas (um instinto natural das plantas é fechar as folhas ou murchar para impedir parte da transpiração, conservando a umidade ainda existente). 


As regas devem ser feitas sempre no período da manhã, afinal as raízes das plantas absorvem a umidade em abundância apenas das 10 da manhã as 2 da tarde. Após esse horário aconselhamos a rega apenas se a mesma não tiver ocorrido no período da manhã, não se tornando uma prática frequente considerando que não é a opção mais saudável para as mudas.


Quando estiver muito calor, e observar sinais de folhas murchas em suas mudas, pode ampliar a rega para 2 vezes na semana. 


Ao cultivar diversos tipos de orquídeas no mesmo ambiente, é interessante manter a frequência de regas parecidas, assim facilita o encaixe dessa tarefa na rotina dos cultivadores. Nesse caso para espécies que necessitam de mais umidade que as demais, aconselhamos o uso de um musgo natural comercializado para este fim, chamado esfagno. O esfagno é inserido nas raízes das orquídeas (onde estas o abraçam), e só depois envolvido com o substrato específico. Dessa forma ele irá segurar mais umidade nas espécies que necessitam sem que haja regas mais frequentes. 


O grande diferencial de um jardim de sucesso é o entendimento das pessoas que o cultivam. É imprescindível compreender que as plantas são seres vivos, e que possuem necessidades específicas que devem ser respeitadas. 

  • INCIDÊNCIA DE SOL
     

Há orquídeas que apreciam mais sol e outras menos, porém de modo geral é importante que tenham algum contato com os raios nos períodos mais amenos do dia (início da manhã ou final da tarde). Sem um mínimo de contato com o sol pode acontecer de a muda desenvolver folhas bonitas e verdes porém sem energia para florescer


Para ambientes mais difíceis de se controlar a incidência de sol (onde há excesso), um recurso utilizado é a instalação de sombrite. O sombrite é basicamente uma telinha bem fina que quebra os raios do sol antes que estes toquem nas plantas. Há gramaturas diferentes, podendo impedir 30% dos raios, 50% ou até 70% dessa incidência. 


Caso suas orquídeas estejam recebendo sol em excesso algumas folhas podem ficar queimadas. As queimaduras de sol são marrons e secas, normalmente iniciando na ponta das folhas para o centro. 


Quando planejar o plantio de orquídeas em seu espaço sempre observe o sol em diferentes estações do ano. Considerando que a incidência opera em ângulos bem diferentes no verão e no inverno, é sempre interessante analisar o local em todas as épocas antes de iniciar os cultivos. 

  • FERTILIZAÇÃO

As orquídeas podem ser fertilizadas frequentemente para incentivarmos seu desenvolvimento e até mesmo seu potencial de floração. Há alguns fertilizantes específicos que nos auxiliam com praticidade e excelentes resultados:


O Bokashi é uma adubo totalmente orgânico desenvolvido a partir de farelos de diversos cereais. Este produto tem como finalidade condicionar o solo da orquídea (podendo ser aplicado em qualquer planta), através da ação e fungos que agem quando inseridos nas raízes. Uma grande vantagem é o aumento da capacidade de absorção das raízes, tendo maior aproveitamento dos produtos a serem aplicados posteriormente. 


O Peters é o fertilizante mais utilizado para incentivo da floração podendo ser aplicado em qualquer planta florífera. Trata-se de um pozinho azul que deve ser diluído em água e pulverizado nas folhas (em uma frequência quinzenal ou mensal). Os maiores orquidários utilizam desse produto proporcionando florações periódicas e abundantes atendendo aos grandes mercados nacionais e internacionais. 


Utilizamos ainda o Enraizador neste cultivo. Também podendo ser aplicado em qualquer planta trata-se de um produto concentrado, a ser diluído em água, para aplicação nas raízes através de regas periódicas.  Este produto incentiva significativamente o desenvolvimento das raízes proporcionando um crescimento mais acelerado das mudas (a copa de uma planta é o reflexo de suas raízes, então se estas estiveram bem desenvolvidas as folhagens seguirão o mesmo caminho).

  • ADAPTAÇÃO DAS PLANTAS

Uma observação muito importante é que as plantas são seres vivos, e assim como nós podem se adaptar a locais e cuidados diferentes das regras de cultivo padronizadas. Nesse caso não há regras 100% inquestionáveis quando se trata de cultivos. O interessante é iniciar os primeiros plantios seguindo um padrão, para que haja sucesso, mas ficar atento aos sinais que as plantas podem nos dar para que nos adaptemos as suas necessidades.


Plantas cultivadas no sol irão sentir caso sejam colocadas na sombra total de modo imediato. Assim como plantas na sombra sentirão bastante caso sejam colocadas sob o sol pleno sem um período de adaptação. Nesse caso as mudanças de ambientes devem ser feitas de forma gradativa para que evitemos reações negativas das mudas. 

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