FRUTÍFERAS NÃO DÃO FRUTOS

  • POSSIBILIDADE 1 - Correção do PH

O problema mais comum que impede as frutíferas de desenvolverem seus frutos é a falta de correção periódica do PH do solo. O Brasil tem seu solo naturalmente ácido, o que diminui drasticamente as opções de frutíferas que apreciam esse ambiente (uma das poucas exceções que gostam da acidez é o Mirtilo por exemplo, também conhecido como Blueberry). 


Esse problema pode ser corrigido facilmente através da aplicação de calcário, encontrado em forma de pó ou líquido, dependendo do fabricante. O ideal é corrigir o solo no mínimo 1 vez por ano. 


Essa correção de PH se faz fundamental uma vez que nenhuma inserção de nutrientes irá suprir essa necessidade, ou seja, não adiantará usar os melhores fertilizantes do mercado se o solo continuar ácido. 


Uma característica muito comum que mostra essa acidez é o desenvolvimento de flores que secam em seguida, ou de frutos que nascem porém antes de crescer completamente já caem, sendo abortados pela muda de frutífera. 

 

 

  • POSSIBILIDADE 2 - Caule Soterrado

Acontece frequentemente de frutíferas serem plantadas com terra e sol adequados porém não desenvolvem frutos. Muitas vezes esse aspecto é combinado ao não desenvolvimento da planta, que fica sem crescimento ou brotos significativos. 


Em boa parte dos casos isso ocorre quando a muda é plantada em uma cova mais baixa do que deveria, havendo o soterramento do caule. Em cursos de agronomia aprendemos que é melhor deixar raízes para fora do que soterrar o caule da planta! Para não soterrar é muito simples, basta manter a terra no nível em que está quando a planta é comprada. 


As plantas têm um sistema perfeito, e divide muito bem sua composição estrutural: o que está abaixo da terra deve conter raízes dando a sustentação, e o que está acima deve ser composto de caules, folhas, florações e/ou frutos. Neste caso, ao afundarmos o caule elas entenderão que ali deve conter raízes, o que faz com que foque toda a sua energia nesse local para cumprir essa função. Como não é algo esperado acaba exigindo muita energia, sendo retirada de outras partes da planta para esse espaço soterrado. Algumas plantas sobrevivem a esse processo, porém uma boa parte sofre significativamente deixando de produzir folhas, flores e consequentemente os frutos. Em casos mais extremos a muda pode até morrer. 


Caso isso tenha ocorrido você deverá retirar essa terra em excesso, deixando o caule para fora novamente. 

 

 

  • POSSIBILIDADE 3 - Falta de Nutrientes ou Regas

A rega é fundamental! Mesmo para plantas que não precisam de água em abundância, algumas regas esporádicas sempre ajuda, principalmente em épocas secas como o outono/inverno no Sudeste. 


Os nutrientes também são de extrema importância. Alguns solos são pobres ou receberem matéria orgânica e fertilizantes apenas no momento do plantio, devendo haver uma reposição periódica por parte dos cuidadores do jardim. 


Para desenvolver frutos as plantas gastam muita energia, e esta energia é adquirida principalmente através do sol e do “alimento” que damos a elas, que são os adubos e/ou fertilizantes. Assim como nos alimentamos para ter energia para nossas funções do dia a dia, as plantas também precisam dessa “comida” diária. 


Os adubos têm origem natural podendo ser estercos ou húmus de minhoca por exemplo. Como suas concentrações de nutrientes são mais baixas do que os fertilizantes industrializados de origem mineral, suas frequências de uso devem ser mais assíduas (de 30 a 40 dias de intervalo). Os estercos devem ser sempre devidamente curtidos antes do uso, por isso é importante confiar na origem dos mesmos. 


Os fertilizantes têm origem mineral, havendo uma alta concentração de macronutrientes (Nitrogênio, Potássio e Fósforo em sua maioria). Nesse caso o uso deve ser feito com mais atenção para não haver excessos na quantidade ou na frequência. Há fertilizantes salinos que devem ser aplicados seguidos de rega abundante, ou diluídos no regador; estes normalmente têm uma frequência de 30 a 60 dias de intervalo. Há outros com melhor tecnologia chamados de “cápsulas inteligentes”, estes duram de 3 a 12 meses (dependendo do fabricante) sendo composto por pequenas bolinhas. Essas bolinhas não dissolvem com o tempo, liberando seu conteúdo de acordo com a umidade recebida, por isso a durabilidade é tão potencializada; a grande vantagem desse grupo de fertilizantes é que não há risco de exceder a quantidade aplicada, uma vez que sua liberação é muito vagarosa apesar de significativa. 

 

 

  • POSSIBILIDADE 4 - Espaços Limitados

Em alguns casos, para nivelamento dos terrenos principalmente, há o uso de entulhos na área de plantio das frutíferas. Os entulhos acabam limitando o espaço de desenvolvimento das mudas que necessitam de terra livre para suas raízes. 


A copa das plantas é um reflexo de suas raízes: estas, em seu sistema perfeito, não teriam raízes menores que sua parte externa causando danos a sua sustentação. Pensando nisso é fácil compreender que quanto mais espaço para as raízes, maior será sua copa. Esse entendimento se aplica a qualquer local que inserirmos as mudas, incluindo vasos e canteiros.  

 

 

  • POSSIBILIDADE 5 - Falta de Sol

Uma das principais fontes de energia para a plantas é o sol (direto ou indiretamente). No caso das frutíferas a luz solar deve atingir suas folhas diretamente, não sendo suficiente apenas a claridade. Sem a quantidade de sol mínima as mudas terão menos energia e consequentemente não conseguirão produzir seus frutos. Cada tipo de frutífera tem necessidades diferentes, mas de modo geral devem receber no mínimo 4 horas de sol diárias (para ter uma ideia melhor seria meio período do dia: uma manhã inteira ou uma tarde inteira). 


Vale ressaltar que o sol deve atingir todos os ângulos das plantas, por isso é importante um bom espaçamento das frutíferas em um pomar. 


Jabuticabeiras por exemplo, que têm seus frutos nos troncos, devem receber podas de galhos para que o sol penetre até alcançar o caule. Normalmente dividimos a planta em 3 partes, onde a primeira parte de baixo é limpa retirando 100% dos galhos, mantendo apenas as outras duas partes de cima com galhos e folhagens.

 

  • POSSIBILIDADE 6 - Plantas Enxertadas

A maior parte das frutíferas podem ser encontradas enxertadas, processo que tem como objetivo, na maior parte das vezes, o adiantamento ou aperfeiçoamento da produção de frutos. 


As mudas de laranja, limão e mexerica são as principais quando falamos de enxertia em frutíferas, fazendo com que mudas de 0,70 m produzam com abundância. Apesar de ser um ótimo procedimento no cultivo de cítricos aconselhamos que a primeira florada, que em geral ocorre quando a planta nem atingiu 1 m de altura, seja totalmente retirada. Na segunda florada, considerando que a muda estará um pouco maior, deixe apenas 50% dos frutos vingarem, e só a partir da terceira florada deixe a muda produzir com abundância. 


Esse conselho é pelo fato de a planta gastar muita energia produzindo seus frutos, o que não seria viável em uma época que ela precisa se estabilizar primeiro através do desenvolvimento de raízes e galhos. Por isso é sempre interessante cortar a frutificação nas primeiras vezes, para que ela cresça, sendo a forma mais saudável de cultivá-las.

 

 

  • POSSIBILIDADE 7 - Broto Ladrão

Geralmente quando plantamos uma frutífera notamos com o tempo a presença de “brotos ladrões”. Esses brotos nascem próximos ao solo, onde notamos que derivam da planta principal


As frutíferas quando têm essa presença focam sua energia nesses pequenos brotos, deixando de distribuir uniformemente para o restante de seus galhos, folhas, flores e frutos (o que incentiva cada vem mais o crescimento desses “filhotes”). Justamente por um desequilíbrio na distribuição de energia, a planta principal se enfraquece para dar força aos brotos ladrões, diminuindo consequentemente sua capacidade de frutificação.


Nesse caso, assim que notados, os brotos ladrões devem ser arrancados mantendo apenas a muda principal desejada. 

 

 

 

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