FRUTÍFERAS

O ato de se cultivar frutíferas em casa ou pequenos espaços vem sendo incentivado diariamente quando nos deparamos com a possibilidade de plantar nosso próprio alimento. Nossa grande vantagem é estarmos no Brasil, que possui climas propícios para uma infinidade de espécies, nos proporcionando variedade de alimentos sem grandes dificuldades.

Colhermos frutos em casa é um prazer a ser divulgado. Além de sabermos a procedência do que estamos ingerindo, – o que normalmente não o fazemos ao consumirmos produtos alimentícios industrializados e/ou cheios de agrotóxicos nocivos ao nosso corpo, bem pouco analisados quando se trata de seus efeitos a longo prazo – temos a possibilidade de transmitir essa importância as futuras gerações. Crianças hoje sabem pouquíssimo sobre a terra e o que ela pode nos oferecer, limitando totalmente o potencial de compreensão do nosso planeta e consequentemente as distanciando da importância da preservação do mesmo. Afinal nós cuidamos daquilo que conhecemos, e que possuímos uma ligação mais estreita; aquilo que se encontra distante da nossa realidade torna-se desvalorizado mesmo que haja uma importância fundamental em nossas vidas, nós simplesmente não enxergamos.   

A intenção das grandes indústrias é justamente não entendermos as composições dos alimentos que adquirimos nos mercados. São nomenclaturas bem pouco compreendidas que nos convencemos que não nos farão mau algum, simplesmente por serem permitidas comercialmente. Não seria muito mais interessante saber exatamente o que estamos consumindo, e melhor, colhermos pessoalmente nos dando esse prazer de reconexão com a natureza?

  • REGAS

As frutíferas, em sua maioria, pedem regas diárias. Caso a incidência de sol seja maior que as 4 horas diárias recomendadas, pode haver a necessidade de até 2 regas ao dia (como no caso das jabuticabeiras e amoreiras que apreciam a rega em abundância). Há exceções de espécies como a Pitaia, que trata-se de um cacto que frutifica, incidindo em regas bem mais espaçadas.  


O conselho básico é que sempre se aguarde o solo secar para receber a próxima rega, evitando o excesso de umidade nas raízes. 


Como a umidade do solo pode variar de acordo com a época do ano – épocas mais frias o solo vai demorar mais para secar – sempre aconselhamos uma técnica simples e muito eficaz: tocar o solo com os dedos para ver se ainda está úmido. Se ainda estiver úmido da rega anterior, não precisa regar naquele momento. 


Quando há excesso de água as folhas costumam ficar amareladas (não marrons, mas em tons de amarelo). Quando há falta de água as folhas ficam murchas (um instinto natural das plantas é fechar as folhas ou murchar para impedir parte da transpiração, conservando a umidade ainda existente). 


A rega principal deve ser feita sempre no período da manhã, afinal as raízes absorvem a umidade em abundância apenas das 10 da manhã as 2 da tarde. Após esse horário aconselhamos a rega apenas se a mesma não tiver ocorrido no período da manhã, não se tornando uma prática frequente considerando que não é a opção mais saudável para as mudas.


Quando estiver muito calor, ou houver maior incidência de sol (que faz com que o solo seque rapidamente), a segunda rega do dia deve ser branda, apenas umedecendo o solo para que as mudas aguentem até o próximo dia, quando a rega em abundância ocorrerá no período da manhã.


Muitas vezes somos questionados pela necessidade das regas no período da manhã, e mesmo quando falamos do horário da absorção das raízes ainda há a dificuldade de se convencer a pessoa que cultiva dessa importância. Nesse caso damos um exemplo simples e de fácil entendimento: imagine que você trabalhe sob o sol durante um certo período do dia, porém tome água apenas a noite, quando o serviço é terminado. Não seria muito mais saudável e incentivador ao seu trabalho se você tomasse água durante o ápice dos seus esforços? Ou você ainda sim preferiria trabalhar com sede sob sol, para receber água apenas quando fosse descansar? 


O grande diferencial de um jardim de sucesso é o entendimento das pessoas que o cultivam. É imprescindível compreender que as plantas são seres vivos, e que possuem necessidades específicas que devem ser respeitadas. 

  • COMO PLANTAR

Abaixo você encontrará dicas específicas referentes a todos os detalhes do cultivo de frutíferas, porém há uma questão fundamental para o bom desenvolvimento das mudas que sempre frisamos em nossas orientações:

Normalmente, ao ser adquirida a muda em lojas específicas, esta vem para o cliente em uma embalagem de muda (seja saquinho plástico preto ou vaso plástico). Nesta embalagem a muda se encontra já plantada, onde a terra chega até um certo limite do seu caule. É de suma importância que ao replantar a muda em um outro ambiente, nunca se enterre esse caule, ou seja, mantenha o limite de altura da terra. Esse é um detalhe fundamental pelo fato da planta entender que tudo que está embaixo da terra deve ter raízes (é assim que sua estrutura é dividida), neste caso quando o caule é enterrado a planta automaticamente tentará criar raízes nesse espaço, o que demandará muita energia. Dependendo da espécie pode acontecer de a muda conseguir esse objetivo e criar raízes no caule enterrado, porém na maioria das vezes ela gasta toda a sua energia nunca sendo suficiente, fazendo com que definhe após algum tempo. 

Uma das consequências desse soterramento de caule – além da possibilidade de morte da muda – é o não desenvolvimento da planta mesmo depois de vários anos que foi instalada. Mesmo após um longo período a muda não solta brotos novos e tão pouco frutifica, justamente por ter sua energia focada em uma parte muito específica de sua estrutura.

  • SOLO

O solo deve conter uma boa drenagem, isto quer dizer que a água nunca deve ficar acumulada. Mesmo quando regamos em abundância, temos que perceber que a água escoa por completo mantendo o solo apenas úmido, e não encharcado.

Para auxiliar nessa tarefa aconselhamos o uso de pedras, argilas expandidas ou até mesmo cacos no fundo dos vasos. Essa prática faz com que a água desça para essa camada sem ficar acumulada na terra onde se encontram as raízes das mudas. Se o plantio for no chão não é necessário fazer essa camada no fundo da cova, porém aconselhamos que a cova de plantio tenha no mínimo o dobro do tamanho do torrão da planta, completando com terra vegetal de qualidade e rica em matéria orgânica.

As terras vegetais comercializadas, quando de qualidade, já possuem o PH corrigido – o solo do Brasil é naturalmente ácido, o que incide em uma correção periódica com o uso do calcário – porém no chão é sempre interessante se fazer a correção do solo (de 3 a 4 vezes por ano) para garantir o bom desenvolvimento das mudas.

Um dos problemas mais comuns nas frutíferas, proveniente da não correção do PH do solo, é o fato dos frutos começarem a se desenvolver e acabarem caindo antes que cheguem ao tamanho máximo. Ou ainda, enquanto flores, já caírem sem força para desenvolverem os frutos. Essa é uma questão facilmente resolvida com a aplicação adequada de calcário que equilibra a acidez do solo. 

O uso de matéria orgânica se faz fundamental. Estercos e húmus dão resultados surpreendentes as mudas independente de seu tamanho. Atualmente contamos também com fertilizantes de origem mineral (industrializados), muitas vezes até específicos para esse cultivo, auxiliando no enriquecimento do solo de forma significativa quando utilizados da forma correta.

  • INCIDÊNCIA DE SOL
     

De modo geral as frutíferas precisam de 4 horas de sol diárias, no mínimo. Quando falamos da incidência de sol estamos nos referindo ao contato com os raios de sol diretamente, e não apenas claridade. Algumas espécies pedem um pouco mais e outras um pouco menos, porém seguindo essa média de 4 horas diárias as frutíferas terão um grande potencial de se desenvolver de forma plena. 


Se as frutíferas não receberem sol o suficiente as mudas acabam ficando estioladas, isso quer dizer que ficam compridas justamente pela procura de mais sol (observe a competição das árvores da floresta, quem é mais alto – mais comprido – recebe mais sol e consequentemente se desenvolve melhor e com mais força, ou seja, esse é um instinto natural das plantas). Sabemos que a planta está estiolada quando a distância de uma folha para outra é maior que o esperado. 


Outro problema que acontece com a falta de sol, é o incentivo de doenças de jardins como os fungos por exemplo. Além de comprometer significativamente a produtividade da muda (frutíferas sem sol o suficiente dificilmente irão ter força para o desenvolvimento de frutos). 


Caso suas frutíferas estejam recebendo sol em excesso algumas folhas podem ficar queimadas. As queimaduras de sol são marrons e secas, normalmente iniciando na ponta das folhas para o centro. Tais queimaduras dificilmente comprometem plantas já estáveis (plantadas há algum tempo), se limitando apenas a uma questão de estética. 


Quando planejar o plantio de frutíferas em seu espaço sempre observe o sol em diferentes estações do ano. Considerando que a incidência opera em ângulos bem diferentes no verão e no inverno, é sempre interessante analisar o local em todas as épocas antes de iniciar os cultivos. 


Observação: o sol deve alcançar todos os lados das frutíferas. Ao se planejar um pomar por exemplo, é fundamental que se analise a distância das mudas, considerando que essas crescerão e poderão fazer sombra nas demais espécies inseridas no mesmo ambiente. 

  • PLANTIO EM VASOS OU NO CHÃO

Algo que vem incentivando significativamente o cultivo de frutíferas pela população, é a descoberta que é possível colher frutos em abundância mesmo quando as mudas são cultivadas em vasos.


Em vasos devemos entender que todos os nutrientes e até mesmo a água serão adicionados pelo cuidador das mudas. Ou seja, as regas e a adição de adubos se fazem fundamentais uma vez que não há possibilidade das plantas buscarem os mesmos de forma independente, a não ser que você os adicione. 


No chão há necessidades menores de cuidados diários, já que as mudas têm espaço ilimitado para se desenvolver buscando seus nutrientes e umidade de modo mais independente. Claro que isto pode ser bem variável considerando que há solos totalmente pobres que ainda sim precisarão de dedicação para transformá-lo em um ambiente propício para as mudas. 

  • ADAPTAÇÃO DAS PLANTAS

Uma observação muito importante é que as plantas são seres vivos, e assim como nós podem se adaptar a locais e cuidados diferentes das regras de cultivo padronizadas. Nesse caso não há regras 100% inquestionáveis quando se trata de cultivos. O interessante é iniciar os primeiros plantios seguindo um padrão, para que haja sucesso, mas ficar atento aos sinais que as plantas podem nos dar para que nos adaptemos as suas necessidades.


Plantas cultivadas no sol irão sentir caso sejam colocadas na sombra total de modo imediato. Assim como plantas na sombra sentirão bastante caso sejam colocadas sob o sol pleno sem um período de adaptação. Nesse caso as mudanças de ambientes devem ser feitas de forma gradativa para que evitemos reações negativas das mudas.

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